Comercial / Vendas / Distribuição

O editor escolheu o original com o maior cuidado, o texto foi maravilhosamente bem-revisado, um competente capista foi envolvido no processo, a melhor gráfica imprimiu o livro, mas….

vendas

O livro não chegou ao seu leitor. O que será que aconteceu?

É claro que tudo é complexo e existem vários motivos para isso. Mas vamos ver um dos aspectos que fazem o livro chegar ao leitor: a distribuição/as vendas. E vamos falar especificamente de um canal, a livraria (existem muitos outros). Vou explicar de modo bem genérico, para ser mais didática.

Em geral, o mercado trabalha com consignação. Como isso funciona: a pessoa responsável pelas vendas da editora tem contato com os compradores de livraria. Ela apresenta os livros para esse comprador.

Quando o livro chega da gráfica, o comprador faz o pedido. A editora envia o pedido em consignação, ou seja, não recebe, naquele momento, dinheiro pelo produto enviado.

Após o leitor comprar o produto na livraria há o chamado acerto de consignação. Todo fim de mês a livraria passa para a editora o relatório de acerto, que é o relatório do que foi efetivamente vendido. E o pagamento acontece em prazo acordado entre livraria e editora (mais ou menos 60 dias). O valor repassado à editora é, em média, 50% do preço de capa do livro. Preço de capa é a editora que define baseada em obras similares do mercado e despesas gastas para produzir o livro, divulgá-lo etc. Se um livro tem por preço de capa R$ 30, a editora vai receber por ele R$ 15, aproximadamente.

Mas por que surgiu a consignação? Surgiu há algum tempo, e veio para ajudar os livreiros a terem um fluxo de caixa mais confortável (livro em loja, que só é pago à editora após consumidor comprar o produto). É claro que, como todo negócio, as despesas são altas. Alugar uma loja em shopping (como muitas livrarias fazem) é algo extremamente custoso, fora todas as outras despesas. Esse é um lado.

De outro, as editoras, que também investem muito para adquirir os direitos autorais de um livro, imprimi-lo, divulgá-lo e distribuí-lo; e esperam por muito tempo pelo retorno sobre todo o investimento.

Algumas editoras ainda só vendem, não consignam. Quando a editora tem mais poder de barganha ou o produto é muito bom (um grande best-seller), o poder de negociação é maior para o lado da editora.

O fato é que temos de aumentar o consumo de livros (seja em qual suporte for), pois isso será proveitoso para todos – leitores, editoras e livrarias.

Existem muitas outras formas de se vender livros. Falei da mais convencional, as livrarias. Em outros posts, explorarei outras. Fique ligado!

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